Maria Júlia
Eu sabia que não ia ser fácil. Desde o momento em que pisei — ou melhor, fui empurrada — dentro daquela clínica, minha mente já estava preparada para o pior. Mas nada, absolutamente nada, poderia ter me preparado para a dor que eu estava prestes a sentir.
A fisioterapeuta, uma mulher alta e de cabelos presos em um coque impecável, me olhava com um misto de profissionalismo e compaixão. O nome dela era Marcelle, e eu já tinha percebido que ela não era do tipo que pegava leve.
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