Elana sentiu o peito apertar, a ideia de ele ir embora ao mesmo tempo aliviando e aterrorizando. Queria pedir que ficasse, que explicasse mais, que a ajudasse a desvendar o nó de culpa, desejo e medo que a consumia, mas as palavras não vinham.
Gabriel deu um passo em direção à porta, o paletó ainda úmido da neve derretida, e pegou a maçaneta.
— Cuida desse pé, ok? — disse, com um meio sorriso que não escondia a dor em seus olhos. — E... me desculpa por aparecer assim. — Ele abriu a porta, ma