Elana ficou paralisada na soleira da porta, o vento gelado trazendo flocos de neve que derretiam ao tocar o chão de madeira da cabana.
— Gabriel... — começou, a voz tremendo, quase engolida pelo vento. — Como você... Por que você está aqui?
Ele passou a mão pelos cabelos cobertos de neve, um gesto que ela reconhecia dos tempos de escola, quando ele ficava nervoso.
— Eu precisava te encontrar, Elana. — disse, o tom firme, mas com uma vulnerabilidade que a desarmou. — Não podia deixar as cois