A noite estava silenciosa. Apenas o som da caneta deslizando contra o papel preenchia o pequeno apartamento.
Era um hábito que eu nunca consegui abandonar.
Escrever para você, Gabriel.
Talvez fosse minha maneira de segurar algo que já não existia. Ou talvez fosse uma forma de me libertar, mesmo que, no fundo, eu nunca quisesse realmente deixar você ir.
Meus dedos apertaram a caneta com mais força. Fechei os olhos por um instante, sentindo o peito apertar.
Então, comecei.
***
Gabriel,
Hoje foi um