Alexander levou a xícara devagar até a mesa de vidro ao lado da poltrona, com dedos trêmulos e precisos, como quem realiza um ritual antigo. Não disse sequer uma palavra. O som seco da porcelana contra o tampo ressoou pela sala como um sino fúnebre, começando não só uma conversa, mas uma era inteira, talvez até um laço novo.
Ele passou a mão pelos cabelos grisalhos com um gesto lento, automático, como se apagasse migalhas de lembranças que insistiam em permanecer. Seus olhos, outrora firmes co