MILENA CHRISTIAN
O carro parou diante da porta branco da casa da Ruby e de Sophia. Bati a porta com urgência, e por momentos sinto-me muito mal, mas Ruby abriu quase que imediatamente, como se o Universo deixasse claro que eu não deveria dar meia-volta e ir embora.
— Milena?! — Ruby, com o cabelo preso de qualquer jeito e uma camisola longa, arregalou os olhos como se tivesse acabado de ver um fantasma. — Meu Deus, entra!
Sophia surgiu logo atrás, descalça, com uma expressão que mesclava espanto e fúria.
— O que aconteceu?! — Ela correu até mim e me puxou para dentro, fechando a porta com força. — Você tá congelando!
Eu só chorei.
Não disse nada.
Deixei que me envolvessem, deixei que tirassem o meu sobretudo pesado, deixei que as mãos delas tocassem as minhas costas molhadas, meus cabelos frios, meu rosto em prantos. Ruby puxou-me para um abraço. Um abraço real. Do tipo que sustenta.
— Ele fez alguma coisa, não fez? — Murmurou, apertando-me com mais força. — O desgraçado fez.
Eu só ba