Mariana
Nos dias que se seguiram, mantive distância. Cada vez que via Davi ou Helena na empresa, sentia um frio no estômago, uma lembrança da minha própria ilusão. Mas, ao mesmo tempo, sentia algo crescendo dentro de mim: uma força silenciosa, aquela que só surge quando percebemos que precisamos assumir nossa própria vida.
Decidi conversar com meu supervisor. Expliquei, de forma calma e firme, que precisaria me afastar da empresa. Não havia raiva, nem ressentimento — apenas a certeza de que er