As semanas que se seguiram à morte de Vitelli não foram marcadas por glória, mas por uma névoa cinzenta que se instalou em cada canto do meu ser. O quarto, que antes era o meu refúgio, tornou-se minha cela. Salvatore tentava me animar mas nada adiantava,
ele era uma sombra persistente, presente em cada refeição que eu não comia, sentado em silêncio ao pé da cama enquanto eu encarava o vazio, tentando ser o âncora de um barco que já tinha naufragado.
— Você precisa sair dessa penumbra, Helena