Com um movimento ágil e poderoso, Salvatore me ergueu. Enlacei minhas pernas em sua cintura, prendendo-me ao seu corpo sólido enquanto meus braços rodeavam seu pescoço, os dedos enterrados em seus cabelos úmidos. Ele me penetrou com uma urgência que fez o mundo girar, um encaixe perfeito que pareceu ancorar minha alma errante de volta à realidade.
Gemidos abafados pelos beijos constantes escapavam de nós, perdendo-se no som das ondas que quebravam suavemente ao nosso redor. Seus movimentos eram cadenciados, rítmicos como a maré, ora suaves e profundos, ora intensos e exigentes. A cada estocada, eu sentia que ele estava expulsando a escuridão de dentro de mim, preenchendo o vazio com sua força e seu calor.
A lua, alta e prateada, assistia de camarote, refletindo-se na superfície da água que oscilava conforme nossos corpos se moviam em uníssono. Não havia mais culpa, não havia mais galpão, não havia mais Mancini ou traição. Naquela imensidão azul, éramos apenas dois seres famintos um