Retornamos para casa deixando aquele ar misterioso da ilha para trás. Salvatore voltou à sua aparência de sempre: terno impecável, olhar frio e gelado. Ele assumiu de novo a personalidade do mafioso impiedoso. Eu sabia que isso acabaria acontecendo que fora daquela ilha, não daria para ele ser aquele mesmo cara descontraído, sem preocupações, relaxado com a vida. Chegamos, ele só trocou de roupa e foi direto para o trabalho; eu fui para o meu quarto e comecei a desfazer minhas malas. Foi nesse exato instante que Sofia entrou.
— Como foi a viagem? perguntou sentando ao meu lado, parecendo um pouco triste.
— Foi incrível... —contei, sorrindo por um momento antes de afrouxar o rosto .nem tinha vontade de voltar.
Ela suspirou baixinho, ainda mais melancólica.
— O que foi? questionei.
— Estava pensando em Lorenzo... falou baixinho Desde aquele dia desastroso, quando eu acabei mordendo a boca dele, não nos vimos mais.
— É uma pena mesmo... Ele quase não vem aqui não é? comentei, e ela ac