Saí da casa de Dona Alzira sem olhar para trás.
Gabriel me chamou uma vez.
Depois outra.
Mas eu continuei andando.
Não porque estivesse com raiva dele.
Pelo contrário.
Talvez ele fosse a única pessoa que realmente não tivesse tentado me machucar.
Mas naquele momento eu precisava ficar sozinha.
Precisava respirar.
Precisava pensar.
A trilha parecia mais longa do que nunca.
As árvores balançavam com o vento.
O céu estava ficando nublado.
E minha cabeça parecia prestes a explodir.
Meu pai.
A palav