Antes de sair do carro, fiquei alguns segundos em silêncio.
Depois de tudo que tinha acontecido entre Gabriel e eu, parecia que existia uma conversa inteira presa entre nós.
Coisas que queríamos dizer.
Coisas que ainda não tínhamos coragem.
Ele segurou o volante e olhou para frente.
— Helena.
— Sim?
Ele virou o rosto para mim.
— Amanhã você poderia ir até minha casa?
Meu coração acelerou.
— Sua casa?
Ele assentiu.
— Depois do almoço.
Quero te mostrar algumas coisas.
A forma como ele falou chamo