Luna
Depois do que aconteceu no corredor, a casa mudou.
Não fisicamente — as paredes continuavam no mesmo lugar, a luz entrava pelas janelas do mesmo jeito, Dona Teresa seguia com sua rotina silenciosa —, mas algo no ar parecia mais atento, como se tudo estivesse levemente em alerta.
E Marco também.
Ele não evitava minha presença, não se afastava de forma óbvia, mas havia uma contenção nova, quase palpável. Os olhares eram mais curtos, os silêncios mais longos, e cada frase parecia cuidadosamen