O silêncio na Villa de Fiesole era quase absoluto, quebrado apenas pelo estalar da lenha na lareira e pelo som pesado da respiração de Vincenzo. Naquela penumbra, o mundo lá fora — com suas guerras de poder, traições e cúpulas de máfia — deixara de existir. Só restava a urgência mútua, uma fome que vinha sendo alimentada por olhares roubados e toques acidentais durante semanas.
Vincenzo beijava Luna com uma intensidade avassaladora, explorando cada canto de sua boca como se quisesse decorar