O Vale do Inferno fazia jus ao nome. A névoa rasteira da madrugada abraçava os tornozelos de Luna e Mila enquanto elas tropeçavam por entre raízes e pedras. O silêncio da noite foi subitamente estraçalhado por um som que gelou o sangue de ambas: o estalo seco e definitivo de um disparo de arma de fogo vindo da direção da destilaria.
— TIA! — o grito de Mila foi um sussurro dilacerado. Ela caiu de joelhos na terra úmida, as mãos cobrindo os ouvidos como se pudesse abafar a realidade.
Luna