— Não é castigo. Não é culpa.
Pamela
Eu sonhei com meu pai.
Depois de tantos anos, ele apareceu de novo, como se nunca tivesse ido embora. O cenário era um jardim enorme, cheio de flores que eu nem sabia o nome. O céu estava tão claro que parecia pintado à mão, e o ar tinha cheiro de infância. Um cheiro de casa, de paz, de algo que eu não sentia há muito tempo.
Eu tava sentada numa pedra, de vestido branco, e sentia o sol batendo de leve no rosto. Quando ouvi os passos, não precisei nem olhar pra saber quem era.
Era ele.
Me