Capítulo 258 — Uma paz ameaçada.
POV: Aslin Ventura
No dia seguinte eu estava no quarto onde Verónica descansava. O silêncio era tão denso que parecia preencher cada canto, apenas interrompido pelos soluços abafados de Sad, que estava sentado ao lado da cama da mãe. Seus pequenos ombros tremiam enquanto as lágrimas caíam sem parar sobre suas bochechas. O menino segurava a mão de Verónica com tanta força, como se aquele contato simples pudesse trazê-la de volta para nós, como se com sua inocência e seu amor conseguisse arrancá-la daquele sono profundo em que estava presa.
Fiquei em pé, observando a cena com o coração dilacerado. Senti um nó na garganta que mal me deixava respirar. Sad levantou o olhar para mim, e nele encontrei uma tristeza tão grande que me atravessou a alma. Não era a tristeza de uma criança que perdeu algo passageiro; era o olhar de alguém que já tinha visto dor demais. Aqueles olhos me fizeram imaginar o que teria acontecido se eu fosse quem estivesse naquela cama, imóvel, e meus filhos me olhasse