POV: Aslin Ventura
As sirenes da ambulância retumbavam nos meus ouvidos como se viessem de dentro do meu peito. Tudo aconteceu rápido demais. Num instante eu estava enfrentando Cinthia… e no seguinte, a via se desangrando em nossas mãos.
Soraya cuidou de levar as crianças junto com o avô. Eu apenas pude assentir quando me disseram. Sentia-me desconectada, como se não pertencesse a este mundo. Só conseguia olhar enquanto colocavam Cinthia na maca, com os paramédicos ao redor, pressionando o ferimento, dando ordens a alguém pelo rádio.
Carttal se voltou para mim, com as mãos manchadas de sangue, a expressão tensa e a voz baixa.
—Aslin, entra na casa. Fica com as crianças. Vou descobrir de onde veio o tiro.
Assenti sem dizer palavra. Tremia. Fiquei parada na porta, vendo-o subir as escadas até o segundo andar. Minhas pernas não respondiam, mas minha mente… minha mente não parava de correr.
Quando Carttal voltou minutos depois, seu rosto estava mais sombrio do que nunca.
—Não havia ningué