POV: Aslin Ventura
Corri até que minhas pernas já não responderam mais. Apoiei-me na parede de um comércio fechado, tremendo, ofegante como se tivesse ficado debaixo d’água tempo demais. As luzes da rua piscavam, e embora houvesse carros passando, eu não conseguia pensar com clareza.
Só queria um táxi. Algo que me tirasse dali. Longe. Muito longe.
Mas então coloquei a mão no bolso da calça. Nada. Nem um centavo. Nem meu celular. Nada.
Senti-me vazia.
Como iria fugir se não tinha dinheiro? Para