Fechei a porta do quarto e permaneci encostada na madeira fria por alguns segundos, deixando o silêncio me envolver. O ar parecia diferente hoje — mais denso, carregado de uma consciência que eu ainda tentava processar. As palavras de Lorenzo e a pressão ácida de Isabella ainda ecoavam na minha mente como um ultimato. Um herdeiro. Não como um fruto de desejo, mas como uma armadura política.
Caminhei até a janela e observei o jardim mergulhado nas sombras da noite. Meus olhos viam a Sicília, mas