Continuação:
A madrugada ainda rugia lá fora, mas dentro do quarto, o calor dos nossos corpos era a única coisa que importava. Lis repousava a cabeça no meu peito, os dedos trêmulos seguindo o contorno da cicatriz onde a bala que ela disparou havia entrado. O silêncio foi quebrado pelo som de um soluço contido.
— Me desculpa, Saulo... — ela sussurrou, e eu senti uma lágrima quente cair sobre minha pele. — Me desculpa por ter atirado, por ter tentado te afastar daquele jeito. Eu estava apavora