Continuação.
— Você está louco! Com que direito você tem de me sequestrar e achar que vou ser sua mulher? Nem morta, Saulo.
Ele inclinou a cabeça, como se realmente considerasse a pergunta.
— Se eu sou louco? O mais louco possível.
— Não pense que pelo que aconteceu naquela noite muda alguma coisa — digo.
Ele acende um cigarro com calma, como se tivesse todo o tempo do mundo, e se senta na minha frente.
— Mudou muito.
Nós temos um filho.
— Meu filho. Ele é meu — rebato, puxando a