PAULO NARRANDO
Enquanto eu e Maria nos preparávamos para dormir, minha mente acabou voltando para Lis. Era impossível não pensar no quanto ela havia mudado — e no quanto essa mudança me deixava orgulhoso.
Ela estava mais forte. Mais segura. Mais inteira.
— Minha amiga está tão bem, né, amor? — Maria disse, me abraçando por trás.
— Está… — respondi, suspirando. — Às vezes sinto que coloquei coisa demais nas costas dela.
Maria apoiou o queixo no meu ombro.
— Não pensa assim. Ela se se