Continuação:
O quarto de Saulo era silencioso demais.
Entrei sem acender a luz, reconhecendo o cheiro de whisky e madeira que parecia impregnado nele. Meus olhos percorreram o ambiente até pararem na parede.
As pinturas.
Aproximei-me devagar.
A mulher retratada não tinha um rosto completamente definido — traços suaves, quase desfocados — como se ele tivesse parado antes de terminar. Ainda assim, havia algo ali. Uma postura. Um jeito de ocupar o espaço. A curva do pescoço, o caimento do