O relógio digital sobre a mesa de cabeceira marcava 6h03 da manhã. A luz suave do amanhecer filtrava-se pelas cortinas de linho bege, tingindo o quarto com tons dourados e azulados. O silêncio era quase absoluto, quebrado apenas pelo som distante do trânsito começando a ganhar vida lá fora.
O quarto era luxuoso, com paredes em tom marfim, molduras douradas e uma tapeçaria discreta que exalava sofisticação. Um lustre de cristal pendia do teto, refletindo os primeiros raios do sol. No centro, uma cama king-size com lençóis brancos de algodão egípcio, travesseiros macios e um edredom que parecia nuvem. O perfume de rosas discretamente espalhado pelo ambiente vinha de um arranjo sobre a cômoda.
Lorena estava deitada, seminua, envolta pelos lençóis. Seus cabelos estavam soltos, caindo em ondas sobre o travesseiro. Os olhos se abriram lentamente, revelando um brilho contido não de paz, mas de cálculo. Ela virou o rosto e o viu. Victor Alencar, filho do influente empresário Roberto, a qual