No apartamento luxuoso, decorado com mármore polido e cortinas de veludo vinho que filtravam a luz suave do entardecer, Lorena caminhava de um lado para o outro como uma tempestade contida. Seus saltos ecoavam no piso, ritmados pela ansiedade que lhe corroía o peito. Os olhos, antes altivos, agora estavam marejados, não de tristeza, mas de uma raiva silenciosa que ameaçava transbordar.
Ela parou abruptamente diante de um homem sentado junto à lareira acesa, que crepitava em contraste com o clim