capítulo 5

*** CAPÍTULO 5***

CANSU SMITH NARRANDO

Carlos Adomo olhou-me com raiva, tanto faz, estou aqui de passagem, pelo menos até eu me estabilizar financeiramente e conseguir alugar um apartamento. Eu e minha filha não iremos dormir na rua.

- Escolha qualquer quarto e se instale.

Isso era o suficiente, Carlos subiu as escadas desaprendo da minha vista, eu suspirei fundo, é temporário, é temporário. Minha mente gritava, usei um corredor e me instalei no primeiro quarto que encontrei, era simples, havia um banheiro simples sem muito luxo, perfeito, assim eu não o incomodo e às chances de nos cruzarmos é menor.

- Tenha paciência, minha menina, mamãe está fazendo de tudo para ficarmos bem.

Minha barriga se mexeu e eu sorrio.

- Você consegue me ouvir? Que maravilha, eu vou contar uma história.

Ela mexeu novamente.

- Era uma vez, uma linda princesa...

Eu comecei a contar a história até finalmente eu ficar sonolenta, sem forças para resistir, eu caí no sono profundo. Despertei um pouco depois das 8h da manhã, tomei banho e fui até a cozinha preparar algo para comer, em seguida deixei bilhete na geladeira e saí. Elsa está me esperando do lado de fora do condomínio.

- Que bom que você está viva.

Debochou Elsa.

- Eu o ameacei contar à imprensa, isso baixou sua guarda.

Sorrio.

- Não confie nele, Carlos é traiçoeiro.

Balancei a cabeça concordando, não irei incomodar, só preciso de um lugar para ficar, depois disso irei embora.

- Como vamos lidar com seus pais?

Perguntou Elsa e eu suspirei fundo.

- Direi que ficarei na faculdade até minha raiva passar, isso fará eles baixarem a guarda.

Eu murmurei mantendo a calma.

- Não dá para esconder essa barriga por muito tempo.

- Vou esconder deles até não der mais.

Eu sorrio.

- Ela não tem culpa.

Toquei minha barriga.

- Eu sei que sim, mas...

- Sem mais, não vou me livrar dela.

Sorrio, está decidido, terei este filho custe o que custar.

- Está bem, vamos fazer compras.

Eu balancei as mãos concordando, fomos ao mercado livre comprar vestidos longos para esconder minha barriga, compramos pasta de dentes e sabonetes, champô, condicionador e tratamento, eu ainda precisava passar da casa dos meus pais e ir à faculdade informar sobre minha retirada dos dormitórios. Eu estava no 5 mês de gestação, não poderia me dar o luxo de falhar, próximos meses são cruciais, só preciso ser forte.

- Cansu, você voltou, estávamos preocupados.

Mamãe falou apressadamente enquanto saía da cozinha com um bolo na mão.

- Vou passar alguns dias na faculdade para processar...

Eu suspirei fundo.

- Tudo bem, leve o tempo que for, nós não iremos incomodar.

Eu balancei a cabeça.

- A família do seu noivo é rica, não faltará nada a você, os Carmoras são Ricos, nosso futuro é brilhante.

Eu assenti sem me importar com suas palavras.

- Você está gordinha.

Sorrio.

- Eu tenho comido excessivamente, nada de mais.

- Tanto faz, cuide dos seus estudos.

Eu balancei minha cabeça concordando.

- Tenho que ir.

Eu falei calmamente, mamãe balançou a cabeça concordando, fui levar alguns cadernos no meu quarto e voltei para o carro, depois de passar da faculdade, Elsa me deixou no condomínio.

- Você não acha estranho?

O que ela quer dizer com isso? Abro a porta do apartamento do Carlos.

- Nossa é um belo duplex.

O quê? Do que ela está falando?

- O apartamento, é lindo.

Não tenho tempo para isso.

- Onde está seu quarto?

- Por aqui no corredor.

Eu a guiei até o quarto. Elsa cruzou as mãos irritada.

- Isso é quarto dos empregados.

- Tanto faz, foque no nosso objetivo.

Elsa bateu as pernas indo sentar na cama.

- Amiga, não é justo.

Ela reclamou.

- Não se preocupe comigo, assim que eu juntar dinheiro, vou alugar um espaço para minha bebê.

O resto eu posso suportar.

- Está bem, está bem.

Ela suspirou drasticamente.

- Vou te ajudar a desfazer sua mochila.

Sorrio, Elsa foi embora no final da noite, aproveitei alguns minutos para revisar a matéria, depois descansei, acordei bem cedo para conseguir ônibus para faculdade, depois da faculdade, fui trabalhar como ajudante de cozinha, é um trabalho fácil, só precisava ficar na cozinha e ajudar os cozinheiros com o que precisam, eles me davam boa refeição e períodos de descanso para meus pés não incharem devido a gravidez.

Eu cheguei no apartamento um pouco depois das 9h da noite, estava animada com o jantar que eles me deram, fui à cozinha e sirvo no prato, sentei no sofá.

- Fiquem quietos.

Ouço vozes abafadas vindo do corredor, alguém girou as chaves e o rosto do Carlos apareceu.

- Você ainda está acordada?

- Boa noite, sim, estou acordada.

Dei uma garfada na comida.

- Tem comida, se estiver com fome.

Eu falei sem olhar para ele.

- Podemos entrar?

Franzi o cenho e levantei o olhar, três rostos apareceram na porta de forma icônica.

- Eles são meus amigos.

Carlos coçou a cabeça.

- Não fiquem aí, podem entrar, eu não mordo.

Eu falei parando de comer, eles entraram meio sem graça, depois olharam para minha barriga escondida debaixo do vestido.

- Boa noite, senhorita, nós somos amigos dele.

O homem do meio falou.

- Boa noite, senhores.

- Eu sou Samuel.

Eu acho que ele é o mais novo do grupo, é algo, sem jeito.. ele é o governador da cidade, que merda eu quase não o reconhecia.

- Governador Charles?

Eu questionei.

- Isso.

Ele riu.

- Eu sou Alex.

Oh, ele é alto, porque esses rostos não são estranhos?

- Vocês não são estranhos, já os vi de algum lugar.

Eu murmurei ficando em pé.

- Você está mesmo grávida.

O último que não se apresentou disse.

- Eu jurava que Carlos estava ficando louco.

Governador Samuel disse e eles riram.

- Parabéns cara.

Alex falou rindo.

- Nós deveríamos comprar um enxoval.

Governador Samuel disse animado.

- Eu acho que é menino.

Senhor Alex falou.

- Impossível, minha esposa tinha o mesmo formato de barriga, é menina.

- Anderson, desde quando você entende disso?

Alex murmurou rindo.

- Com certeza é enxoval de menina.

Governador Samuel falou.

- Quem vai montar o quarto?

- É minha vez de montar o quarto.

- Impossível, é minha vez.

- Ei, você comprou aquele berço horrível

- Já chega.

Carlos gritou e eles ficaram em silêncio.

- Ela é uma vagabunda, como alguém como ela estaria grávida do meu filho? Eu nem sei quem é ela, nunca dormi com ela, aquele bebê é uma maldição na minha vida e eu não quero ele.

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