O som da embalagem sendo rasgada ecoou como um trovão dentro do quarto, um estalo seco que pareceu atravessar o ar parado. Não havia música, não havia vento, não havia qualquer ruído lá fora — e, por isso, aquele som mínimo parecia gigantesco, como se cada fibra de Abigail tivesse registrado o instante com um peso quase insuportável.
Luiza estava a poucos passos dela, observando cada movimento. Não tinha pressa, mas havia um nó no seu estômago. Abigail estava sentada na beira da cama, curvada p