CAPÍTULO 15
GABRIELA NARRANDO
A semana passou rápida.
Graças a Deus, quase não vi o Guga — essa semana teve umas três ameaças de invasão da BOPE, então ele ficou bem ocupado.
Não vi mais o Tiago, e também não saí de casa.
Meu rosto ainda tá inchado e com marcas; ando com dificuldade por causa dos chutes que levei.
Hoje é sexta-feira.
Levantei, tomei banho e preparei o café.
Enquanto eu tomava, o Guga chegou da rua, foi pro quarto e, depois de um tempo, desceu só de bermuda, sem camisa, com o cabelo molhado.
Ele é lindo, mas também um babaca.
Escroto.
Nunca vou perdoar tudo o que ele me fez.
Ele sentou ao meu lado na cozinha e ficou me encarando.
— Gabriela, eu queria te pedir perdão.
Quando vi você com aquele celular eu fiquei doido, mas já mandei verificar e não tinha nada no aparelho.
Ainda vou descobrir como ele foi parar aqui. — falou, me encarando.
— Olha, Guga, um dia tu vai se arrepender de tudo que tem me feito.
E nesse dia já vai ser tarde.
Tu mesmo matou todo o amor que eu