Eu estava em um hotel de luxo, próximo do Palácio do Presidente. As duas mulheres chegaram antes do amanhecer, com o silêncio de quem já entrou em muitos quartos sem pedir licença. Traziam maletas de alumínio, olhares que não temiam nada e um profissionalismo que não deixava espaço para perguntas.
— Fique parada — disse a mais alta, prendendo meu queixo com dedos frios. — Abra a boca.
Obedeci. Uma lanterna percorreu minha garganta como se eu pudesse esconder segredos nela. A outra mulher abriu