Romeo Esposito
Eu odiava Nova York, toda aquela poluição, e as milhares de pessoas sem educação que caminham sempre apressadas, esbarrando umas nas outras. Tudo nesse lugar me irrita, e meu pai sabe disso, mas ainda assim sempre me manda para cá para fazer o serviço sujo por ele.
Ser o executor da Cosa Nostra tem suas vantagens; a maior delas é poder torturar e matar. Adoro o que faço, não vou negar; sou um sádico filho da puta, mas ter que viajar para cidades com essa é algo que me incomoda pra caralho, embora eu adore caçar as minhas vítimas.
Muitos me acusam de ser um psicopata sem emoções, e talvez eu seja mesmo, pois tiro as vidas das minhas vítimas sem nenhum remorso.
Giovanni Esposito costuma dizer que, dos seus três filhos, eu sou o que mais tenho talento para matar; afinal, sou o mais frio e calculista de todos.
Não me importo de limpar a sujeira da Cosa Nostra, não se isso significa que vou tirar a vida de algum merdinha que foi burro o suficiente para se colocar no radar da maior organização mafiosa do mundo, a Cosa Nostra.
E não preciso nem dizer que ninguém quer estar no meu radar, não quando sabe que não vão apenas levar um tiro na cabeça e pronto.
Eu gosto de ver as minhas vítimas sangrarem, de ver a dor em seus rostos e o pavor em seus olhos.
Talvez por isso nunca me importei de ter nascido apenas três minutos depois que o meu irmão gêmeo. Ele ficou com o cargo de futuro dom e eu me tornei o mais temido executor de todos os tempos.
Apesar de sermos gêmeos, Ricardo e eu não somos idênticos, e nossas diferenças não acabam aí. Meu irmão é do tipo que não pensa antes de agir, o que em nosso mundo é um problema, principalmente para alguém que no futuro será o dom da Cosa Nostra.
Um cargo como o que ele vai ocupar quando o nosso pai não estiver mais aqui precisa de um homem estrategista, de sangue frio, que sempre esteja dois passos à frente dos seus inimigos.
Mas isso não é problema meu; é o nosso velho que tem que lidar com ele e ensiná-lo a liderar. Estou satisfeito em ser executor; a vida é muito mais fácil assim, sem estar preso a qualquer obrigação que um cargo como o de dom exige.
E mesmo que eu reclame de estar nessa cidade horrivel, ainda é melhor do que estar preso em um escritório lidando com uma pilha de documentos e em reuniões intediantes e intermináveis.
Cheguei a Nova York a três dias, trouxe alguns dos meus homens comigo, mas a caça eu gosto de fazer sozinho.
Mateo trovato era o nosso capo nessa cidade dos infernos, mas descobrimos que o miserável vem desviando dinheiro dos nossos cassinos e do tráfico de drogas para uma conta na Suíça, se tem uma coisa que Giovanni Esposito o dom da Cosa Nostra odeia são vermes que acreditam são espertos o suficiente para nos roubar.
Mateo já sabe que foi descoberto e que estamos atras dele, é por isso que vem se escondendo, mas nimguém consegue fugir de mim por muito tempo.
Descobri que ele tem se escondido nessa area da cidade e que todos os dias vem tomar café na cafeteria a minha frente.
Tenho o monitorado a dois dias, o verme vem sempre no mesmo horario, sempre disfarçado usando boné e óculos escuros, como se eu não fosse reconhecer aquela pança enorme dele.
Dessa vez eu vou entrar e esperar por ele la dentro, quero observa-lo de perto e segui-lo até o buraco onde se esconde com a sua família.
Pelas regras da máfia quando um dos nossos nos trai a familia toda paga por isso, o que quer dizer que todos morrem.
Atravesso a rua movimentada e abro aporta da lanchonete, mal coloco os pés dentro do local e um corpo pequeno e macio se choca contra o meu, acabo sendo atingido por copo de café gelado que molha o meu terno sempre impecável.
No entanto meus sentidos não estão no desastre do café derramado e sim no cheiro de sandalo e baunilha que invadem o olfato.
. . ._ A minha nossa! Me desculpe, eu não tinha te visto aí! Foi um acidente!
Uma voz doce e angelical chega aos meus ouvidos me fazendo abaixar o rosto para encotrar um par de olhos verde esmeralda, os olhos mais lindos que já vi na vida.
Ela parece desesperada quando tenta me limpar, o que é um trabalho inutil já que meu terno está arruinado, o toque delicado dela enviando ondas de eletricidade por todo o meu corpo.
A sensação é tão estranha e incontrolável que me faz segurar as mão pequenas dela para que pare de me fazer sentir aquilo.
Eu não sou um homem que sente, sou um maldito psicopata.
Só ai ela parece me notar de verdade, os olhos verdes esmeraldas me encaram de um jeito tão intenso alguma coisa dentro de mim se agita de forma inexplicável.
Não são só seus olhos que são lindos, ela é toda linda, a pele branca de porcelana, a boca rosada com um formato de coração, os longos cabelos loiros e o corpo, mesmo escondido debaixo de roupas largas e discretas da para notar que é perfeito, ela é toda perfeita, estou acostumado a foder as modelos mais bonitas do mundo, mas essa garota, ela tem algo diferente.
Romeo_Está tudo bem, não se preocupe.
Me forço a dizer quando o meu silencio se torna estranho.
. . ._ Tem certeza?
Pergunta parecendo sinceramente preocupada.
Romeo_ Sim, posso trocar o terno quando sair daqui.
Respondo sem conseguir desviar os olhos dela
. . ._ Então aceite o meu lencinho para se limpar, é o mínimo que posso fazer.
Diz me estendendo um lenço delicado que carrega o seu cheiro.
Sem pensar muito assinto e pego o pedaço de tecido.
. . ._ É melhor eu ir agora e... mais uma vez peço desculpas, foi mesmo um acidente.
Romeo_ Sem problemas.
Falo vendo ela se afastar com meu olhar pesando em suas costas.
Assim que ela vira a esquina os meu planos para aquele dia mudam completamente.
Saio da cafeteria e faço o mesmo percurso que ela, até que a alcanço.
É claro que não deixo a garota me ver, estou acostumado a caminhar nas sombras.
A bela bambina de Occhi di smeraldo olha para trás algumas vezes, provavelmente sentindo que está sendo observada, mas como não vê nada, desiste e continua o seu caminho, vejo que ela mexe no celular e franze a testa, em seguida liga para alguém, não consigo ouvir a conversa mas pela expreção dela não é nada agradavel, logo ela desliga o aparelho e o guarda no bolso.
Sigo á bambina até que ela chegue em uma casa.
É um sobrado simples de dois andares, nada de luxo, mas ainda assim parece um bom lugar para se viver.
Sem saber o que estou fazendo ali, ligo para George o meu braço direto e o incubo de capturar o miseravel do Mateo Trovato, ele estranha a minha ordem, já que caçar é uma das minhas partes favoritas, mas é claro que não diz nada, nimguém contesta uma ordem minha.
O que meu melhor homem não sabe é que encontrei uma caça muito melhor e muito mais interessante para mim. . .