Rosário
Assim que cruzamos a porta de vidro da biblioteca, o calor de Medellín me atingiu, mas o que me fez congelar foi o arrepio que subiu pela minha espinha. Instintivamente, meus olhos correram pela rua, varrendo os lados.
Lá estava ele.
O carro preto continuava estacionado um pouco mais adiante, com os vidros escuros totalmente fechados, como um predador à espreita.
— Marcinha, anda rápido — sussurrei entre dentes, segurando o envelope e a sacola contra o peito.
— Ele ainda está aí? —