A única mensagem de Rafael chegou pouco depois de eu me deitar. Ele não perguntou quando eu voltaria, não mencionou os documentos nem tentou continuar a conversa da biblioteca por telefone. Escreveu apenas que esperava que eu conseguisse descansar e que estaria disponível caso precisasse falar. Li duas vezes antes de deixar o aparelho sobre a mesa, porque a contenção dele me comoveu mais do que qualquer declaração teria conseguido. Rafael sempre enfrentara o medo agindo, organizando pessoas e e