Na manhã seguinte à nossa primeira discussão séria sobre aquilo que não poderíamos contar um ao outro, Rafael acordou antes de mim e permaneceu alguns minutos deitado sem pegar o celular, sem procurar o relógio e sem fazer qualquer um dos movimentos que normalmente anunciavam que seu dia já havia começado. Eu sabia que estava acordado porque sua respiração mudara, mas também não falei. A conversa da noite anterior não tinha terminado mal o suficiente para exigir reconciliação, nem bem o bastant