A suíte do corredor leste era confortável demais para uma crise.
Tinha cama grande, travesseiros altos, uma manta clara dobrada no pé do colchão e um silêncio tão educado que parecia treinado por Helena. O ar cheirava a flor branca e lençol novo. Nada ali rangia, nada estava fora do lugar, nada lembrava minha casa, minha mãe, Rafael ou qualquer uma das bagunças que tinham me levado até aquele ponto. Era um quarto sem passado. Em tese, perfeito para pensar.
Na prática, odiei.
Tomei banho, vesti