Acordei na suíte do corredor leste com a sensação de ter passado a noite numa casa emprestada, embora a casa inteira fosse emprestada desde o começo. O quarto era confortável, silencioso e impessoal demais, o tipo de lugar onde ninguém tinha brigado, rido, deixado roupa na cadeira ou segurado uma frase pela metade. Talvez por isso eu tivesse dormido tão mal. Não havia nada ali para me distrair de mim mesma.
Fiquei alguns minutos olhando para o teto, tentando decidir se a distância tinha servido