Isadora.
Por alguns segundos, meu cérebro se recusou a aceitar o que meus olhos estavam vendo. A imagem congelada no tablet mostrava a mulher loira, elegante, perfeita, empurrando a maca da minha mãe por um corredor de serviço como se tivesse algum direito de estar ali.
Minha mãe. Minha mãe doente. Minha mãe prestes a entrar numa cirurgia.
O sangue sumiu do meu rosto.
— Ela levou minha mãe — falei, mas minha voz saiu estranha, quase sem som.
A enfermeira segurou o tablet com força.
— Senho