CAPÍTULO 15
Isadora.

Por alguns segundos, meu cérebro se recusou a aceitar o que meus olhos estavam vendo. A imagem congelada no tablet mostrava a mulher loira, elegante, perfeita, empurrando a maca da minha mãe por um corredor de serviço como se tivesse algum direito de estar ali.

Minha mãe. Minha mãe doente. Minha mãe prestes a entrar numa cirurgia.

O sangue sumiu do meu rosto.

— Ela levou minha mãe — falei, mas minha voz saiu estranha, quase sem som.

A enfermeira segurou o tablet com força.

— Senho
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