O rosto de Isadora mudou.
E, pela primeira vez, fui eu quem sorriu.
Não foi um sorriso bonito. Nem elegante. Muito menos digno. Foi pequeno, torto, cheio de raiva acumulada e cansaço, mas foi meu. Depois de tantas horas sendo puxada de um lado para outro por gente rica, contrato, hospital, ex-noiva e medo, ver Isadora perder a pose me deu uma satisfação quase vergonhosa.
— Você acha mesmo que venceu alguma coisa? — ela perguntou.
— Não. Mas acho que você ficou incomodada. Já ajuda.
Isadora