A noite em Durang era feita de silêncios densos e murmúrios abafados pelas pedras frias dos corredores do castelo. O vento sussurrava entre as frestas das janelas altas como se quisesse contar segredos que ninguém ousava ouvir. Eliara caminhava descalça, como fazia todas as noites depois de fazer Maekor adormecer. Seus pés conheciam cada pedra irregular do chão, cada sombra que se alongava sob as tochas apagadas, e cada centímetro do mundo ao qual fora acorrentada desde que fora comprada.
Ela