Giovani Ferreti
O silêncio daquele corredor me irritava mais do que gritos. Era um silêncio úmido, disfarçado de paz, mas que cheirava a traição. Meus passos ecoavam com fúria contida atrás de Pablo Bellini, que andava à minha frente como se nada estivesse fora do lugar. Como se eu não estivesse prestes a explodir por dentro.
O véu. O vestido. A mulher no quarto, usando aquele vestido.
Não era Antonella.
Mas ela fingia que era.
Entramos no quarto revestido de madeira escura. Pablo se virou com