Narrado por Giovani Ferreti:
A noite ainda se espreguiçava no céu quando atravessei os portões da mansão Ferreti. As luzes da fachada iluminavam a imensidão de mármore branco como se anunciassem minha chegada ao inferno que me viu nascer.
O portão se abriu com lentidão e reverência. Uma fileira de homens alinhados me esperava — todos de preto, rostos fechados, mãos ocultas nas costas. Meus homens. Meus soldados. Meus olhos e ouvidos, e ainda assim... talvez, meus algozes.
Eles não diziam nada.