Narrado por Antonella Bellini:
A festa estava morrendo aos poucos. A música já não passava de um eco abafado e os risos falsos dos convidados se perdiam pelos corredores. Eu estava na varanda lateral, observando tudo com o coração ainda acelerado por memórias que insistiam em me tocar por dentro.
Foi quando Domênico se aproximou, com aquele andar firme e a postura de sempre — olhos atentos, discreto como uma sombra.
— Signorina, está na hora — disse ele, com uma voz baixa, quase cúmplice, um