Narrado por Giovani Ferreti
A porta da mansão Bellini se abriu com um rangido sutil, mas para mim soou como um anúncio fúnebre. O corredor principal exalava aquele perfume amadeirado e artificial que sempre me causava enjoo — tão falso quanto todos os que habitavam aquele lugar. Caminhei com passos firmes, minhas mãos enluvadas nas costas, a expressão dura. Nenhum gesto de cordialidade. Hoje não vim fazer acordos.
Pablo Bellini estava à minha espera no salão principal, sentado em sua poltrona