A voz do outro lado era familiar. Uma familiaridade desconfortável. Quase amarga.
— Filha... que bom ouvir sua voz...
Meu estômago revirou.
— Pai?
Foram anos sem ouvir nada. Nenhum telefonema. Nenhuma carta. Nenhum "feliz aniversário". Ele tinha simplesmente desaparecido da minha vida, da minha e da da minha mãe. E agora... agora ele me chamava de filha?
— Como você está, minha princesa?
Aquelas palavras que deveriam aquecer, só gelaram.
— O que você quer?
Ele suspirou, e pela primeira vez pare