Fechei a porta e soltei um suspiro pesado, como se precisasse colocar para fora tudo o que a visita da Jenn havia deixado pairando no ar. Me virei e fui em direção à sala, afundando no sofá com a sensação de que minha cabeça ainda estava a mil, mas o corpo já não tinha forças pra mais nada.
Minha mãe apareceu na porta da cozinha com um pano de prato na mão, me olhando com aquele jeito dela, uma mistura de afeto e radar emocional sempre ativado.
— Está tudo bem com a Jenn? — perguntou, com a voz suave.
Assenti, mexendo nos próprios dedos, tentando não parecer abalada. Mas ela sempre percebia.
— Vocês... estão bem?
— A gente só conversou. Pediu desculpas. — Pausei. — Foi civilizado.
Ela se aproximou devagar e sentou ao meu lado, mantendo uma pequena distância respeitosa.
— Quer conversar?
Neguei com a cabeça, mas soltei um pequeno sorriso sem graça.
— Tô processando ainda... Só isso.
Ela assentiu, respeitando meu silêncio por alguns instantes. Depois, respirou fundo, como quem trocava o