Entre os traços que eu fazia dela e os que ela deixava em mim, ninguém sabia mais quem era o desenho e quem era a artista.
O tempo passou. Mas não passou.
A verdade é que, depois daquele dia, depois de perder minha mãe, depois de perder a Allie, ou talvez as duas ao mesmo tempo, eu só existia no piloto automático.
Os dias pareciam iguais. Cinzas. Fumaçados. O tipo de névoa que cola no peito e não te deixa respirar. Meus pés me levavam até a escola, mas minha cabeça estava sempre em outro lugar.