Fechei os olhos e tentei visualizar um futuro com ela. Um onde não houvesse apostas, humilhação, segredos. Um futuro em que ela segurasse minha mão em público sem medo. Em que me abraçasse nos corredores da escola sem se importar com os olhares.
Mas o que me vinha era o som das risadas, os olhares debochados, o peso da vergonha. A sensação de ser usada.
"Não quero ninguém me usando."
Aquela frase que eu mesma escrevi ainda queimava em mim. Porque, no fundo, o que eu mais temia era isso. Ser ama