Era dia de aprendizado prático.
A professora Irmara, com sua túnica cinzenta e colares de dentes antigos, conduzia a turma para fora do salão. Hoje, os filhotes aprenderiam a rastrear — não só com o nariz, mas com os sentidos da alma, como ela dizia.
— “A floresta sempre fala. Mas poucos escutam,” — murmurou, enquanto caminhavam.
Caelum e Liora seguiam lado a lado, os passos sincronizados. Desde que se conheceram, havia algo entre eles — não uma paixão infantil ou um amor bobo, mas uma conexão