Na terceira semana de aula, Caelum já havia se acostumado com a sensação de ser observado. Não gostava — mas suportava. Ele era um lobo, afinal. E lobos não imploram aceitação.
Naquela manhã, a sala estava mais barulhenta do que o normal. As crianças cochichavam, curiosas, com os olhos voltados para a entrada.
— “É ela... a filha da Curandeira do Norte.”
— “Dizem que ela fala com os ventos.”
— “Ela vê coisas que nem os anciãos veem.”
Caelum ergueu os olhos.
Uma menina entrou pela porta.
Cabelos