Ficamos ali, Bruna e eu, presos contra a parede. O som da nossa respiração ofegante era a única coisa no corredor silencioso.
Lá fora, as vozes continuavam, os talheres batiam nos pratos, mas ali dentro, no corredor estreito, o mundo parecia suspenso.
— Me larga, Patrick… — ela murmurou, a voz abafada pela minha mão, mas a ferocidade nos seus olhos não tinha diminuído um só grau.
— Se eu te soltar, você vai sair correndo atrás dela — sussurrei, minha boca perto do seu ouvido. — Vai fazer um